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“UMA OUTRA VISÃO DA DANÇA AFRICANA”

com música ao vivo com Paulo das Cavernas e músicos convidados

Este trabalho intitulo como "uma visão e 'tradução' contemporânea da Dança Africana". Ou seja, considerações e movimentações que têm base em estudos, encontros e formações sobre danças de países da costa oeste africana, como Burkina Faso, Guiné Konacry, Senegal, realizadas sob uma ótica e um lugar social específicos.

Com a minha experiência como formadora desde 2003, percebi que para além de dar a conhecer 'tradições' de África, é mais importante, no contexto europeu no qual me encontro, ensinar e precisar a técnica dos movimentos que caracterizam a Dança Africana, que carrega em si a cultura, a religiosidade e os costumes dos povos de África que devem ser valorizados mundialmente".

O objetivo destes encontros é, entre outros, despertar nos participantes sensações que as danças africanas e suas específicas e precisas movimentações são capazes de causar nos corpos e mentes a partir de estímulos dos sons produzidos por instrumentos percussivos e melódicos, comandados pelo pesquisador e artista português Paulo das Cavernas.

A tradução que trago hoje da dança africana é ter a representação mais natural possível dos movimentos, pois eles carregam em si a cultura, a religiosidade e os costumes do povo africano. Subentende a nível pessoal e profissional, a riqueza que esta cultura transmite, na sua aceitação e inclusão.

"A MINHA VISÃO"
"FARISOGO SIRA"

"Farisogo Sira - O Caminho do corpo NA dANÇA AFRICANA”

com música ao vivo com Paulo das Cavernas e músicos convidados

Na consequência das minhas pesquisas e da experiência como formadora desde 2003, percebi que, para além de dar a conhecer a minha visão de recriações  de 'tradições' de África, através de métodos pedagógicos assentes na imitação do mestre, era mais importante, no contexto europeu no qual me encontro, ensinar e precisar a técnica dos movimentos que caracterizam a dança da costa oeste de África, adaptando-os a corpos com vivências culturais, sociais e, consequentemente, posturais diferentes. Desenvolvi por isso um novo método de ensino que que nomeei “Farisogo Sira- O Caminho do Corpo na Dança Africana”.


É um projeto de pesquisa, criação e formação, que nasceu em 2009 em Burkina Faso, onde, através da investigação sobre a natureza dos movimentos dos corpos dançantes africanos, observei que a dança africana se encontra no corpo, permitindo-lhe reconhecer os 5 elementos da natureza e os ritmos naturais do corpo com inspiração no trabalho “5 ritmos” de Gabrielle Roth, como uma prática de “estar no corpo para inflamar criatividade, conexão e comunidade.”


Numa perspetiva de aprendizagem, este projeto, apoiado pela GDA e Fundação Calouste Gulbenkian, converte-se num conjunto de formações que têm ocorrido em Portugal, Espanha, França, Itália, Burkina Faso, Brasil e Benim.


O método “Farisogo Sira” têm como objetivo apresentar aos bailarinos uma nova forma de executar os movimentos que carregam em si a cultura, a religiosidade e os costumes do povo africano, conduzindo-os à descoberta individual do corpo, deixando fluir as emoções e os sentidos naturalmente nos movimentos dos bailarinos.


Neste método, a proposta de trabalho baseia-se também na improvisação e composição individual e em grupo, em torno de temas específicos e diversas expressões artísticas, destacando o corpo e a memória inscritos em si. 


Nesta formação serão abordados conceitos anatómicos, culturais, históricos e performativos, através de exercícios práticos de consciência corporal, exercícios técnicos de exploração de movimentos, sequência coreográficas e exercícios de criação.

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